A ansiedade não é uma visita
Ela gosta do conforto da mente em sofrimento e vem de mala feita
A ansiedade é aquele zumbido no ouvido bem na hora de dormir
É aquele despertador que grita quando o sono começa a ficar bom
É um pesadelo vívido
A ansiedade vive acordada
E busca companhia
A ansiedade é uma visão turva
Ela mantém a interpretação de refém
E cria seu próprio mundo onde tudo é possibilidade o tempo todo
Ela é aquela visão embaçada que aponta para um saco de lixo na rua
E não sabe se é um cachorro, uma pilha de roupas, uma pedra, uma pessoa
Se é alguém pronto para te atacar
Se é uma bomba ou um carro correndo na sua direção
A ansiedade é criativa
Formiga vira dragão
Garoa vira tempestade
Sol vira explosão
A ansiedade é uma balada lotada 24 horas
É a briga na fila, a pessoa que vomita no banheiro, o casal que se beija no canto, as vozes que se misturam, as amigas que danças enquanto uma estranha chora ao lado
Tudo ao mesmo tempo
Enquanto você tenta desesperadamente encontrar um jeito de ir para casa
Para o silêncio do seu quarto
Ela é o nó que fecha sua garganta
Quando você pede um tempo
Ela é o tempo que você passa olhando para fora
E se esquecendo de olhar para dentro
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