A ansiedade não é uma visita Ela gosta do conforto da mente em sofrimento e vem de mala feita A ansiedade é aquele zumbido no ouvido bem na hora de dormir É aquele despertador que grita quando o sono começa a ficar bom É um pesadelo vívido A ansiedade vive acordada E busca companhia A ansiedade é uma visão turva Ela mantém a interpretação de refém E cria seu próprio mundo onde tudo é possibilidade o tempo todo Ela é aquela visão embaçada que aponta para um saco de lixo na rua E não sabe se é um cachorro, uma pilha de roupas, uma pedra, uma pessoa Se é alguém pronto para te atacar Se é uma bomba ou um carro correndo na sua direção A ansiedade é criativa Formiga vira dragão Garoa vira tempestade Sol vira explosão A ansiedade é uma balada lotada 24 horas É a briga na fila, a pessoa que vomita no banheiro, o casal que se beija no canto, as vozes que se misturam, as amigas que danças enquanto uma estranha chora ao lado Tudo ao mesmo tempo...
Tem pouco tempo que eu comecei a amar estar viva Eu passei muito mais que a metade da minha vida não querendo ela Passei anos chorando Implorando pra que tudo parasse Eu desejava todos os dias que tudo acabasse Foi praticamente esses dias que eu comecei a amar estar aqui Que passei a amar tudo que eu construí Tem pouco tempo que eu parei de me destruir Eu passei a gostar do movimento Não quero mais dias lentos Eu grito, choro, rio, amo, mas eu não paro Então, não se preocupe se eu não sorrir Pode ser só um dia ruim Se preocupe se eu parar de sair Se minha cama virar parte de mim Pode saber que eu voltei pra lá Que mais uma vez eu cavei aquele buraco Onde a terra aos poucos me cobre A luz não passa E logo o ar acaba Não se preocupe, eu tô bem Eu gosto de chorar Se preocupe se nem isso eu conseguir fazer Ou se isso for tudo que eu consigo fazer Quando eu parar de falar que a vida é boa Pode sentir medo Porque pode ser que eu queira ir embora Pode ser que a poesi...