A ansiedade não é uma visita Ela gosta do conforto da mente em sofrimento e vem de mala feita A ansiedade é aquele zumbido no ouvido bem na hora de dormir É aquele despertador que grita quando o sono começa a ficar bom É um pesadelo vívido A ansiedade vive acordada E busca companhia A ansiedade é uma visão turva Ela mantém a interpretação de refém E cria seu próprio mundo onde tudo é possibilidade o tempo todo Ela é aquela visão embaçada que aponta para um saco de lixo na rua E não sabe se é um cachorro, uma pilha de roupas, uma pedra, uma pessoa Se é alguém pronto para te atacar Se é uma bomba ou um carro correndo na sua direção A ansiedade é criativa Formiga vira dragão Garoa vira tempestade Sol vira explosão A ansiedade é uma balada lotada 24 horas É a briga na fila, a pessoa que vomita no banheiro, o casal que se beija no canto, as vozes que se misturam, as amigas que danças enquanto uma estranha chora ao lado Tudo ao mesmo tempo...
Casa de uma poeta mineira de BH, onde o coração fala e a alma respira. Meu nome é Ana Lídia, mas pode me chamar de Poesia.